Passamos cada vez mais tempo fora de casa. Para os estudantes e pais, as aulas estão de regresso. O trabalho – mesmo que em regime misto – pede idas normais às empresas (excetuando as situações em que é mantido o teletrabalho como regra única). Nas idas aos supermercados, às óticas, aos centros de saúde, às farmácias… São algumas as situações, mesmo que limitadas, em que temos a responsabilidade e a obrigação de nos protegermos e de proteger os outros, não só através do distanciamento físico, mas também do uso de máscara.

Um dos principais riscos é a falsa segurança que o uso de máscara pode dar. A máscara é apenas um dos métodos usados para prevenção do contágio e deve ser vista como uma medida complementar. Além disso, para ser uma medida eficaz, deve ser usada corretamente!


Em todos estes momentos são precisos cuidados com o uso de máscara, de forma a não pôr ninguém em risco. Estes são os erros mais comuns, que devemos evitar a todo o custo:

1. Não cobrir toda a área sensível

A máscara deve proteger bem o nariz e a boca sempre que a usa! Não vale usar só no queixo, só no nariz, só na boca… A máscara é para ser usada a 100%, a cobrir totalmente do nariz à área do queixo. A parte interior da máscara deve estar em contacto apenas com o rosto e nada mais (nem sequer o pescoço!). Se o interior da máscara entrar em contacto com outras superfícies, deve ser considerada como contaminada – logo, descartada ou lavada. Para ajustar a máscara, não toque no tecido ou parte central, nem por dentro, nem por fora. Desinfete ou lave as mãos, use os elásticos da máscara para ajustar e volte a higienizar as mãos de seguida.

Para beber ou comer, deve ser seguido todo este processo lógico. O mais seguro é retirar a máscara pelos elásticos. Para retiradas rápidas, deve segurar a máscara pelos elásticos, sem nunca tocar na parte frontal. Para retiradas mais longas – durante o almoço, por exemplo – deve pousar numa superfície desinfetada ou guardar num saco de papel com a parte interior para dentro. De seguida, comer/beber, desinfetar as mãos novamente, pôr a máscara pelos elásticos e, por fim, voltar a desinfetar as mãos.


2. Usar uma máscara demasiado apertada ou larga

Isto significa que vai acabar a ter áreas desprotegidas nas laterais e/ou no nariz, sujeitando-se ao risco de exalação e inalação de bactérias e vírus. Há quem tenha o hábito de pôr a máscara com os elásticos cruzados. Este gesto aparentemente inofensivo, cria aberturas laterais, o que reduz significativamente a eficácia. A máscara deve ser adaptada ao formato do rosto de cada pessoa, de forma a criar uma barreira fechada entre o rosto e o ambiente. Além disso, deve cobrir para lá da ponta do nariz, para não haver vazamento de ar na parte superior da máscara.


3. Usar a máscara além do período recomendado

 O tipo de máscara usada pressupõe tempos de uso diferentes e, por vezes, muito específicos. Qualquer que seja a máscara (cirúrgica ou social), deve respeitar SEMPRE o tempo recomendado pelo fabricante ou autoridade de saúde, nunca excedendo as horas predeterminadas. Além disso, deve ser retirada sempre que o tecido estiver húmido, já que este se torna incapaz de bloquear agentes infeciosos, como o novo coronavírus.

Dê preferência ao uso de máscaras de proteção certificadas, tanto descartáveis como reutilizáveis!


4. Guardar a máscara no bolso ou pendurada

Solta na carteira ou segura pelas mãos ou pelo pulso… É um dos maiores erros e mais comuns. A máscara deve ser sempre guardada em local adequado, sob o risco de contaminação ou perda de eficácia. Partindo do pressuposto de que a máscara está contaminada, este gesto contribui para a propagação do vírus por várias superfícies e objetos.


5. Não lavar ou desinfetar as mãos depois de mexer na máscara

As mãos são a parte do corpo que está em contacto regular com um grande número de superfícies. Sempre que mexer na máscara, deve desinfetar as mãos, seja com sabão ou com gel hidroalcoólico.

Tocar no rosto ou na máscara é um gesto muitas vezes impulsivo, mas deve ser evitado ao máximo. Caso aconteça, tenha o cuidado de desinfetar as mãos e evitar repetir o gesto.


6. Tirar a máscara para falar (frente a frente e ao telemóvel)

Não é por ter uma camada extra à frente da boca que as outras pessoas deixam automaticamente de ouvir o que tem para dizer! Se baixa a máscara para falar, com medo ou inseguro de não o ouvirem corretamente, saiba que está a anular o esforço de a manter durante todas as horas anteriores. Não retire ou baixe a máscara para falar com amigos e conhecidos. Para se proteger e proteger os outros, deve usar a máscara para falar com qualquer pessoa e não apenas e só com estranhos.


7. No final: lavar ou descartar

Depois de usar a máscara, tem duas opções: lavar, no caso das reutilizáveis, sempre até ao número de lavagens recomendadas segundo as indicações do fabricante; ou descartar, no caso das descartáveis. No caso das reutilizáveis, as máscaras devem ser lavadas ou higienizadas diariamente!

Não partilhe máscaras! Mesmo as reutilizáveis e mesmo que por membros da mesma família ou agregado. Este gesto pode aumentar o risco de infeção, caso alguma das pessoas esteja contaminada.


View this post on Instagram

📱A app Stayaway Covid, que o notifica caso tenha estado perto de alguém com COVID-19, foi lançada hoje. Instale a app no seu telemóvel de forma voluntária, anónima e segura. Proteja-se a si e aos outros. #umconselhodaDGS #sejaumagentedesaúdepública #estamoson

A post shared by DGS - Conta Oficial (@direcao_geral_saude) on


Ver Fontes (3)